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7 de setembro de 2017
Desfile da Independência deve atrair cerca de 15 mil pessoas no dia 7 de Setembro em Campo Grande
Escolas, grupamentos militares e entidades da sociedade civil organizada irão se apresentar
Postado por Jessica Silva

 

O desfile cívico militar da Independência do Brasil, comemorado no dia 7 de setembro, deve atrair cerca de 15 mil pessoas. Passarão pela avenida 14 de Julho integrantes de escolas públicas estaduais e municipais, grupamentos militares da Marinha, Exército, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiro Militar de MS, além de entidades da sociedade civil organizada.

Governador prestigia desfile cívico-militar.

A programação tem início às 8h45, com a solenidade de abertura no palanque das autoridades, no cruzamento da rua 14 de Julho com a avenida Afonso Pena. O desfile está marcado para às 9h15 na rua 14 de Julho, iniciando na rua Maracaju e terminando na 15 de Novembro.

A cerimônia começa com o acendimento da Chama Sagrada da Pátria, simbolizando o calor patriótico do povo brasileiro. As tropas do Exército, compostas por 2.100 militares, dão continuidade ao desfile, seguidos por 750 integrantes da Base Aérea de Campo Grande, do Pelotão de 50 homens da Marinha e dos militares das Forças Auxiliares do Estado – Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, que se apresentam motorizados.

Forças terrestres passam pelo avenida durante desfile.

A Força Terrestre, representada pelo Comando Militar do Oeste, contará com grupamentos escolares de Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e de alunos do Colégio Militar de Campo Grande (CMCG). Desfilam ainda os ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e representantes das Organizações Militares do CMO. No desfile motorizado, serão apresentadas inúmeras viaturas utilizadas pela Força, com destaque para o Carro de Combate M-60A3TTS, com cerca de 52 toneladas e a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal GUARANI, a mais moderna viatura blindada sobre rodas em utilização no Exército.

 

Estrutura

Público prestigia desfile da Independência do Brasil . 

Para proporcionar comodidade e segurança ao público que vai acompanhar a apresentação, serão montados 200 metros de arquibancada (dois módulos de 100 metros cada – Da Rua 15 de Novembro até a Rua Barão do Rio Branco) e 10 banheiros químicos estarão espalhados ao longo do trajeto do desfile. Equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, Samu e Defesa Civil (Estadual e Municipal) também estarão a postos no evento. A previsão é que a programação encerre às 11h e a desmontagem do palanque e das arquibancadas comece logo em seguida, ao meio dia.

 

 

Independência do Brasil

Tropas durante desfile em Campo Grande.

O Dia da Independência, conhecido ainda como Independência do Brasil, 7 de Setembro e Dia da Pátria, é um feriado nacional brasileiro comemorado anualmente. A data é referente a Declaração de Independência do Brasil do Império Português, que ocorreu no dia 7 de setembro de 1822.
Em 1808, tropas francesas comandadas pelo imperador Napoleão Bonaparte invadiram Portugal como forma de retaliação por sua recusa em participar do embargo comercial contra o Reino Unido. Fugindo da perseguição, a família real portuguesa transferiu a corte portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil Colônia.

Em 1815, o príncipe regente D. João VI criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, elevando o Brasil à condição de reino subordinado a Portugal, aumentando as independências administrativas da colônia. Em 1820, uma revolução política irrompeu em Portugal, forçando o retorno da família real. Herdeiro de D. João VI, o príncipe Dom Pedro de Alcântara, permaneceu no Brasil.

Primeira independência

O Movimento Constitucionalista de 1821 é considerado o primeiro episódio da Independência do Brasil. Pernambuco foi a primeira província brasileira a se separar do Reino de Portugal. No dia 29 de agosto de 1821, teve início um movimento armado contra o governo do capitão general Luís do Rego Barreto, que culminou com a formação da Junta de Goiana, tornando-se vitorioso com a rendição das tropas portuguesas em capitulação assinada a 5 de outubro do mesmo ano, quando da Convenção do Beberibe, responsável pela expulsão dos exércitos portugueses do território pernambucano.
Também em 1821, a Assembleia Legislativa portuguesa determinou que o Brasil retornasse à sua condição anterior de subordinação, assim como o retorno imediato do príncipe herdeiro do trono português. Dom Pedro, influenciado pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro se recusou a retornar em 9 de janeiro de 1822, data que ficou conhecida como Dia do Fico.

7 de Setembro

Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).

Em 2 de junho de 1822, Dom Pedro I convocou a primeira Assembleia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil. Dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, justificando o rompimento das relações com a corte de Lisboa e garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal.

Em 2 de setembro de 1822, um novo decreto com as exigências portuguesas chegou ao Rio de Janeiro, enquanto D. Pedro estava em viagem a São Paulo. Sua esposa, a princesa Maria Leopoldina, atuando como princesa regente, se encontrou com o Conselho de Ministros e decidiu enviar ao marido uma carta aconselhando-o a declarar a independência do Brasil. A carta chegou a D. Pedro no dia 7 de setembro.

No mesmo dia, em cena famosa às margens do Riacho Ipiranga, ele declarou a independência do Brasil, pondo fim aos 322 anos do domínio colonial exercido por Portugal. De acordo com o pesquisador Laurentino Gomes, autor de livro sobre o evento, D. Pedro “não conseguiu esperar a chegada a São Paulo, onde poderia anunciar a decisão”. Gomes acrescenta que ele “era um homem temerário em suas decisões mas tinha o perfil do líder que o Brasil precisava na época, pois não havia tempo para se pensar”.

Outras províncias e a Constituição

Bombeiros militares em desfile cívico em Campo Grande.

Um mês depois, em 12 de outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de Dom Pedro I. As províncias da Bahia, do Maranhão e do Pará, que tinham juntas governantes de maioria portuguesa, só reconheceram a independência em 1823, depois de muitos conflitos entre a população local e os soldados portugueses.

No início de 1823, houve eleições para a Assembleia Constituinte que elaboraria e aprovaria a Carta constitucional do Império do Brasil, mas, em virtude de divergências com Dom Pedro, a Assembleia logo foi fechada. A 1ª Constituição brasileira foi, então, elaborada pelo Conselho de Ministros e outorgada pelo imperador em 20 de março de 1824.

Com a Constituição em vigor, a separação entre a colônia e a metrópole foi finalmente concretizada. Mesmo assim, a independência só é reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil, por D. João VI.

 

 

Texto: Diana Gaúna, com informações da Wikipédia – Subsecretaria de Comunicação (Subcom).
Foto: Chico Ribeiro (arquivo/2016)

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